Regozijamo-nos
com toda a cristandade nesta época abençoada do ano, quando nossos pensamentos
se voltam para aquele cujo nascimento celebramos, Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Nós o amamos, nós o louvamos e convidamos todos a virem a Ele.
Somente
ele foi perfeito e, para fazer a vontade do Pai, expiou os pecados de outros. Não
é de causar espanto que, quando nasceu, os anjos tenham cantado, uma nova
estrela tenha surgido, e os profetas se tenham alegrado. Seu evangelho é uma
mensagem de amor.
Foi
ele que, com grande amor e compaixão, nos deixou esta bênção confortadora:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo dá. Não
se turbe o vosso coração nem se atemorize” (João 14:27)
A
época de Natal é movimentada. Ruas e lojas ficam apinhadas de gente fazendo
preparativos de ultima hora. O numero de viajantes nas estradas aumenta, os
aeroportos ficam abarrotados – toda a Cristandade parece animar-se com a
musica, luzes e decorações festivas. Arvores de Natal, bolos e troca de
presentes são todos parte da comemoração, mas o verdadeiro Natal está num
plano muito mais profundo. Está na vida e missão do Mestre, nos princípios
que Ele ensinou, no Seu sacrifício expiatório.
Cristo
não é somente um personagem histórico, mas o Salvador de todos os homens, em
todas as eras. Se abrirmos a porta, Ele entrará. O Príncipe da Paz deseja
conceder-nos paz de espírito, o que pode também nos ajudar a ser
pacificadores.
Se
desejardes encontrar o verdadeiro espírito do Natal e partilhar de sua doçura,
buscai tempo, durante a correria desta época, para voltardes o coração a
Deus. Talvez em um momento calmo, num lugar calmo, de joelhos – sós ou com
entes queridos – daí graças pelas boas coisas que vos tem acontecido e
pedi-Lhe que Seu espírito habite em vós, enquanto honestamente procurais
servir a Ele e guardar Seus mandamentos. Ele vos tomará pela mão e Suas
promessas cumprir-se-ão.
Mais
cedo ou mais tarde – e esperamos que seja mais cedo do que mais tarde –
todos admitirão que o caminho de Cristo não é somente o caminho certo, mas,
essencialmente, o único caminho para a esperança e alegria. Todo joelho se
curvará e toda língua confessará que a gentileza é melhor que a brutalidade,
que a bondade é melhor que a força. Sempre que possível, devemos tornar-nos
mais semelhantes a Ele.
Em
cada um de nós há, na época do Natal, uma recordação de nossa infância.
Todos apreciamos a alegria do Natal – de dar e receber presentes embrulhados
em papéis coloridos, de cantar nossas canções de Natal prediletas, de comer
os pratos típicos de que nem sentimos falta em outras épocas, de nos reunirmos
com a família e amigos, de realmente nos divertirmos.
Há,
porém, algo mais, algo melhor: sentarmo-nos juntos, em família, e lermos
novamente a fascinante historia do nascimento de Jesus que nasceu em Belém, na
Judéia. É uma história magnífica contada em linguagem simples e bela pelos
autores dos evangelhos de Mateus e Lucas.
Todos
escutamos essas historias desde muito pequenos. Elas fazem parte de nossa vida,
uma parte importantíssima. Toda criança, certamente toda criança considerada
cristã, deve conhecer e apreciar a história de nosso Salvador, o Filho de
Deus, que veio a Terra e morreu por nós.
A
época de Natal esta só começando. Há tempo para cada um de nós demonstrar
amor e ajudar outras pessoas cuja vida podemos abençoar, mesmo que seja com um
pequeno toque. Este é o tempo de nos resolvermos a fazer isso.
O
Presidente Hincley disse: “O Natal é mais do que arvores e luzes que piscam,
mais do que brinquedos e presentes e enfeites de centenas de tipos... O Natal é
amor. É o amor do Filho de Deus por toda a humanidade. Um amor cuja influencia
excede nosso poder de compreensão. Um amor magnânimo e belo. Natal é paz. É
a paz que consola, que ampara, que abençoa a todos os que a aceitam. Natal é fé.
É a fé em Deus e em Seu Filho Eterno. É fé em Suas mensagens e Seus caminhos
maravilhosos. É fé em Jesus Cristo como nosso Redentor e Senhor... esta época
traz à memória dos cristãos de todo o mundo, o dom de amor do Salvador, uma dádiva
redentora preparada para todos os que desejarem recebe-la.”
Que
possamos nos lembrar, sempre, o que é o Natal, e praticá-lo, não só, nestes
momentos, ou nessa época do ano, mas sim, em toda a nossa vida.
“Pois um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Poderoso Deus, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (2 Néfi 19:6)